Eu tento resistir. Passo reto, às vezes, por entre pessoas que eu sei que conheceria melhor. E eu resisto. Armado, com escudo e lança, saio acertando o destino como se isso fosse matéria da realidade. Eu entro por aquela porta aberta, e me deparo com a resistência. Exércitos de razões posso ser também cartesiano. Escolho a melhor armadura. Vou para a guerra. Eu tento resistir.
Como me quebram, feito galho, feito folha seca pisada. Um dia, há muito tempo, e hoje. Mas a resistência cai. Cai quando você me coloca no seu peito, como se eu fosse ser protegido. Eu, pássaro encolhido, dentro do ninho. Faz-me esse favor. Não quebre minhas asas. Para você, meu vôo é alto, como já foi um dia. Eu resisto e logo você invade meu alicerce, me coloca de frente e em pé. Eu, encostado e preso à sua boca. De que outra forma eu poderia estar?
Algumas vezes, pelo caminho de bombas, pode restar à paz, essa mesma paz que você me cede. Eu procuro e sei que você, próximo, me traz jóias na mão. E minha vida, como disseram lá, possui razões para que as coisas aconteçam. Tu não te moves de ti. Espero no quarto, ansioso, meu telefone tocar com o seu nome. Um nome que também é meu.
Eu resisto. Você quebra minha armadura. E ela nem era tão forte como eu pensei. Bastou um beijo na orelha.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
D´arc
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