quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

For Summer Day...

Para os dias quentes, os dias de verão em que se aguarda ansiosamente por uma gota de chuva ou mesmo um vento fresco para esfriar o suor na testa, nesses dias algo estranho paira no ar. Seria os automóveis apressados para refrescarem-se em casa, ou mesmo as pessoas que se espremem dentro de um ônibus. Algo estranho, de fato, paira no ar.

Seria mesmo o feliz natal que desejamos, e se foi mesmo feliz, que isso sirva de lição. A aprendizagem metalingüística, aquela mesma que somos capazes de compreender. A virtude de se permitir momentos de felicidade. E mesmo de coração vazio, preenchê-lo com o doce sabor de um dia quente. O sentimento que vai e não volta. E as vezes em que se presta atenção naquela mulher sentada limpando o suor na testa; não exatamente cansada, mas apenas com calor.

Para os dias quentes, refrescar o pensamento com pequenas coisas. Resfriar aquilo que não mais serve como gota de chuva. O rastro, apenas o rastro daquilo que um dia foi pedido de socorro.

Para os dias quentes de verão, um pensamento, leve e frio.

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