Para os dias quentes, os dias de verão em que se aguarda ansiosamente por uma gota de chuva ou mesmo um vento fresco para esfriar o suor na testa, nesses dias algo estranho paira no ar. Seria os automóveis apressados para refrescarem-se em casa, ou mesmo as pessoas que se espremem dentro de um ônibus. Algo estranho, de fato, paira no ar.
Seria mesmo o feliz natal que desejamos, e se foi mesmo feliz, que isso sirva de lição. A aprendizagem metalingüística, aquela mesma que somos capazes de compreender. A virtude de se permitir momentos de felicidade. E mesmo de coração vazio, preenchê-lo com o doce sabor de um dia quente. O sentimento que vai e não volta. E as vezes em que se presta atenção naquela mulher sentada limpando o suor na testa; não exatamente cansada, mas apenas com calor.
Para os dias quentes, refrescar o pensamento com pequenas coisas. Resfriar aquilo que não mais serve como gota de chuva. O rastro, apenas o rastro daquilo que um dia foi pedido de socorro.
Para os dias quentes de verão, um pensamento, leve e frio.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
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