É clichê. Falar do que passou, falar do que foi ruim e pensar que a virada do calendário mudará o curso das coisas. No ano que demorou a passar, seria clichê dizer que tudo mudou e que as coisas vão melhorar. A folhinha virou, a data foi riscada e mudamos o número do ano. Estamos, enfim, em 2008. Sem Jetsons, sem odisséias espaciais, sem apocalipses e máquinas destruídoras. Estamos, como estávamos há três dias. E seria clichê dizer que tudo passou. Aqueles fogos que, subitamente, explodiram à nossa frente, como se fosse o aviso para esquecer um pouco tudo e mergulhar nas imagens que estouravam em cores e formas. Seria clichê dizer que não choramos e não ficamos emocionados com tudo aquilo. Ficamos.
O Rio que nos acolheu, que nos fez acreditar que as músicas de Tom e Vinícius têm um sentido verdadeiro. Do calçadão de Ipanema, da Av. Vieira Souto até o bar na esquina do Leblon. Fomos acolhidos com o bem e o mal do Rio. O tour pelos arcos da Lapa, nos deixamos guiar pelo chop gelado de Copacabana, terminando num bar onde o sexo era vendido como o petisco da noite. O passeio por Ipanema e tudo se misturou. As casas velhas de Botafogo e os centros históricos. A volta pela Lagoa e seus prédios imensos. O Rio que nos acolheu como canção, como calor humano do suor ao mais belo mergulho em Ipanema.
Seria clichê dizer que o Rio colocou em todos um pedaço de si. Aquela cidade, que viveu a noite para celebrar a virada da folhinha nos deu a sensação de que poderíamos ser, como aquela canção, bacanas. Cariocas. Festejar o chop gelado e o sol de Ipanema.
Sei lá o que mudou e o que vai mudar. Agora, o que importa mesmo é deixar o clichê de lado e ir tomar uma gelada no bar Belmont do Leblon!
Um comentário:
O João Gilberto diz: ai que saudades, que eu tenho da Bahia!!
Ahahhhah
Mas agora é sério, eu quero voltar. E se não for pro Leblon que eu nem conheci, pelo menos pra Copa pra reencontrar a Dona Selma!
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